Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, violência contra a mulher, 25 de novembro, combate à violência doméstica, direitos das mulheres, conscientização 25 de novembro, denúncia de violência doméstica, Lei Maria da Penha, violência psicológica, violência física, violência moral, violência patrimonial, empoderamento feminino, segurança da mulher, políticas públicas para mulheres, fim da violência de gênero, direitos humanos das mulheres, apoio às vítimas de violência, advogado criminalista para mulheres, Creuza Almeida Advocacia
Entenda por que o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres existe, quais violências estão escondidas dentro dos lares brasileiros e como buscar ajuda com segurança. Você não está sozinha.
Imagine por um instante que você está lendo isso não por curiosidade… mas porque sente no peito aquela pergunta silenciosa:
“Será que o que estou vivendo é violência?”
O dia 25 de novembro, Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, existe justamente por isso: porque milhões de mulheres vivem violência todos os dias e muitas nem reconhecem que estão em risco.
Hoje, este artigo é um convite. Um alerta. E, principalmente, uma mão estendida.
O Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra as Mulheres foi oficializado pela ONU em homenagem às Irmãs Mirabal, três mulheres assassinadas em 1960 por resistirem à ditadura na República Dominicana.
Elas foram brutalmente mortas pelo simples fato de serem mulheres… e ousarem existir com voz.
Desde então, a data se tornou um marco mundial de conscientização, mobilização e enfrentamento, lembrando que:
Você não precisa ter hematomas para estar sofrendo violência.
A maioria das agressões começa de forma invisível.
Quando ele humilha, controla, ameaça, distorce sua realidade, faz você duvidar de si mesma.
“Ele dizia: ‘ninguém vai acreditar em você’, e eu comecei a acreditar nisso.”
Quando ele toma seu dinheiro, controla seu salário, bloqueia cartões, vende seus bens, esvazia contas.
Quando espalha mentiras, te chama de “louca”, “incapaz”, “promíscua”, ou tenta destruir sua reputação.
Quando toca sem consentimento, pressiona para relações, empurra, aperta, imobiliza, bate.
Quando usa a criança para te punir e te manter presa ao agressor.
Espionagem, fake news, deepfake, invasão de redes, mensagens excessivas e ameaçadoras.
A violência doméstica é uma teia. E quanto mais tempo você permanece nela, mais difícil fica sair sem ajuda.
Não é exagero. Não é drama. Não é falta de paciência. Isso tem nome: violência.
E a lei brasileira te protege e protege AGORA, sem burocracia, sem demora, sem julgamento.
A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) é uma das legislações mais avançadas do mundo.
Ela garante:
✔ Medida protetiva em até 48 horas
✔ Afastamento imediato do agressor
✔ Sigilo total da vítima
✔ Proteção policial
✔ Prioridade no Judiciário
✔ Direito a indenização
✔ Atendimento humanizado
E desde 2025, várias atualizações reforçaram:
Você não precisa “ir até a delegacia”, não precisa “esperar piorar”. A lei existe para te proteger antes da tragédia.
É sobre sua segurança, sua vida, sua liberdade emocional. É sobre quebrar ciclos que mulheres da sua família talvez tenham vivido em silêncio.
É sobre acreditar que você merece mais do que sobrevivência. Merece viver.
Advogada especialista em Direito Penal Familiar e das Sucessões e Presidente da ABRACRIM-PE
“O Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra as Mulheres não é uma data para lembrar tragédias, mas para evitar que novas tragédias aconteçam.
Toda mulher tem direito à proteção, à verdade, à justiça e ao recomeço.
E nenhuma mulher deve enfrentar isso sozinha.”
A violência começa no silêncio. A mudança começa quando você fala. E a proteção começa quando você busca orientação jurídica especializada..
DENUNCIE: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180