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Ana, 32 anos, sonhava em valorizar sua autoestima. Viu no Instagram a promessa de um rosto mais simétrico, lábios mais volumosos e um queixo mais marcado — tudo com um procedimento de “harmonização orofacial”.
O profissional? Um dentista com milhares de seguidores, vídeos virais e preços “acessíveis”.
O resultado? Seu rosto ficou deformado. Edema, assimetria facial, dor constante e uma profunda depressão.
A história da Ana não é um caso isolado.. Nos últimos dois anos, milhares de mulheres têm denunciado casos similares no Brasil. E o que parecia apenas um problema estético tem se transformado em caso de polícia.
Você sabia que deformar o rosto de alguém pode ser configurado como lesão corporal no Código Penal Brasileiro?
Segundo o artigo 129, é lesão corporal “ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem”. E quando há deformidade permanente, como em muitos casos de harmonização mal feita, a pena pode chegar a 8 anos de prisão.
O detalhe: não importa se o dentista “não teve intenção” de causar o dano. Se houve imprudência, imperícia ou negligência, ele pode e deve ser responsabilizado.
Muita gente confunde complicações com erros.
E no caso das harmonizações faciais malfeitas, quando há deformidade, abandono pós-procedimento, ou uso de substâncias proibidas, a linha do crime é frequentemente cruzada.
De acordo com reportagem da GloboNews (2024), as denúncias contra dentistas por complicações estéticas aumentaram 200% nos últimos dois anos.
O Conselho Federal de Odontologia também tem atuado, mas muitas vezes as vítimas sequer sabem que podem entrar com processo criminal e pedir indenização.
Casos de deformidade, necrose facial e até cegueira após aplicação de ácido hialurônico já foram registrados.
Se você passou por algo semelhante, veja os passos recomendados:
“A banalização dos procedimentos estéticos feitos por profissionais sem formação específica tem levado muitas mulheres a situações de risco e humilhação. O dano estético que compromete a autoestima e a saúde mental da vítima é grave — e sim, é possível buscar reparação judicial e responsabilizar criminalmente o profissional envolvido.”
Dra. Creuza Almeida – Advogada Criminalista Especialista em Direito Penal Médico e da Saúde – Presidente da ABRACRIM-PE
Se você sente que foi vítima, não tenha vergonha de buscar seus direitos.
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