fbpx

Síndrome de Burnout na pandemia

Síndrome de burnout na pandemia

Você já ouviu falar em Síndrome de Bournout?

O Ministério da Saúde descreve a Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional como um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade e durante a pandemia,  esta síndrome pode estar mais próxima do que imaginamos.

Em tempos de trabalho Home Office, a cobrança por produtividade na pandemia pode levar a Síndrome de Burnout após um longo e intenso período de estresse devido ao excesso de trabalho.

Segundo Maria da Conceição Uvaldo, do Serviço de Orientação Profissional (SOP) do Instituto de Psicologia (IP) da USP e pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre o Trabalho e Orientação Profissional (Labor) da USP (Universidade de São Paulo), a intensificação da rotina de trabalho, o medo do desemprego e da Covid-19 propiciam o esgotamento mental, uma vez que a Síndrome de Burnout causa a sensação de que toda a energia que se tinha foi sugada para o trabalho.

Já, de acordo com uma pesquisa realizada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) o impacto da pandemia e do isolamento social na saúde mental de trabalhadores essenciais, mostrou que sintomas de ansiedade e depressão afetam 47,3% desses trabalhadores durante a pandemia, no Brasil e na Espanha. Mais da metade deles (e 27,4% do total de entrevistados) sofre de ansiedade e depressão ao mesmo tempo. Além disso, 44,3% têm abusado de bebidas alcoólicas; 42,9% sofreram mudanças nos hábitos de sono; e 30,9% foram diagnosticados ou se tratou de doenças mentais no ano anterior.

 

Por que a Síndrome de Burnout é um dos grandes problemas da pandemia?

Empregados que estão conectados o tempo todo; que não tem hora para parar de trabalhar, possuem mais riscos de sofrer da Síndrome de Burnout .

Caracterizada pelo esgotamento físico e emocional, a Síndrome de Burnout, pode se manifestar de algumas formas, como:

  • Falta de identificação com o próprio trabalho;
  • Dificuldade de concentração;
  • Alterações de humor;
  • Isolamento ou irritabilidade ao estar em contato com outras pessoas;
  • Perda de prazer por atividades que costumava gostar;
  • Pensamentos pessimistas;
  • Baixa autoestima.

 

DICAS PARA EVITAR SÍNDROME DE BURNOUT NA PANDEMIA

  • Mantenha limites físicos e sociais;
  • Determine horários para as atividades;
  • Concentre-se no seu trabalho mais

O trabalho Home Office tem uma série de inconvenientes, mas  por outro lado, é benéfico para ambas as partes.

Diminui custos para o empregador e o tempo de deslocamento para o empregado, por exemplo.

É importante ponderar que o trabalho Home Office exige disciplina de quem o executa, já que estará em ambiente residencial, com a presença de familiares e principalmente, misturando tarefas domésticas com o trabalho.

SÍNDROME DE BURNOUT E A RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO EMPREGADOR

O empregador deve ter cautela e ficar atento às cobranças de produtividade exageradas e às mensagens e telefonemas fora do horário de expediente, sob pena ser acionado judicialmente no futuro.

É responsabilidade do empregador, orientar seus empregados a fim de evitar a sobrecarga física e mental, assegurando a continuidade das atividades e a preservação dos postos de trabalho.

Portanto, é dever do empregador zelar pelo meio ambiente de trabalho, preservar a saúde mental dos trabalhadores, incluindo o treinamento dos líderes e a criação de novas ações para diminuir os problemas emocionais da equipe, além de acompanhar de perto a saúde de cada funcionário.

escritório de advocacia Creuza Almeida é especialista em Direito do Trabalho em Recife/PE.

 

Entre em contato conosco e conte-nos a sua causa trabalhista.

 

Creuza de Almeida Costa é fundadora do Creuza Almeida Escritório de Advocacia.
Formada em Direito em 2008 pela FIR – FACULDADE INTEGRADA DO RECIFE, pós graduada em Processo Penal, Direito Penal e Ciências Criminais.
Palestrante e Professora.
Vice-Presidente da ABRACRIM/PE – Associação Brasileira de Advogados Criminalistas.
Diretora Nacional de Relações Institucionais da ABCCRIM – Academia Brasileira de Ciências Criminais.
Presidente da comissão de processo penal constitucional da ABCCRIM
Coautora do livro Mulheres da Advocacia Criminal.
Premiada Mulher Evidência 2019.
Prêmio Destaque Nordeste.

 

Ligue
Rota
WhatsApp Fale com a Advogada!